terça-feira, 12 de maio de 2009

Verificação da Ventilação


Quando tentar verificar se uma vítima ventila normalmente, deve aproximar a sua face à da vítima, orientando a sua visão para o tórax da mesma, e iniciar o V.O.S. - Ver, Ouvir e Sentir - durante 10 segundos.
O V.O.S. consiste em:
  • Ver se o tórax da vítima se move para cima e para baixo (expansão torácica);
  • Tentar ouvir sons de ventilação na boca da vítima;
  • Tentar sentir a ventilação da vítima na sua face.

Nota:
Por vezes não é fácil determinar se a vítima ventila normalmente ou não, devido a alguns fenómenos respiratórios que ocorrem minutos após uma paragem cardio-respiratória. Caso isso se verifique, deve proceder como se esta não estivesse a ventilar.

Abertura das Vias Aéreas


Uma vítima inconsciente tem os músculos relaxados, facto que provoca a obstrução da via aérea pela língua. O risco pode ser eliminado ao inclinar cuidadosamente a cabeça para trás e levantar o queixo.
É deste modo que se abrem e libertam as vias aéreas.
Para além disso, verifique se existem corpos estranhos dentro da cavidade bucal (por exemplo: existência de secreções, sangue, próteses, comida, etc.).

Técnica: Extensão da cabeça e elevação do queixo

1. Coloque a sua mão na testa da vítima e, cuidadosamente, incline a cabeça desta para trás;
2. Mantenha os seus dedos, polegar e indicador livres, para poder comprimir as narinas, caso tenha de executar as insuflações;
3. Coloque as pontas dos dedos da sua outra mão sob a ponta do queixo da vítima;
4. Eleve o queixo da vítima para abrir as vias aéreas;
5. Não pressione a zona mole sob o queixo, pois isso pode dificultar a ventilação.


Verificação da Consciência


Para avaliar o estado de consciência de uma vítima deve:
  • Abanar-lhe os ombros com cuidado;
  • Perguntar-lhe, em voz alta, "Está bem?" e/ou "Está-me a ouvir?".

Se a vítima reage (abrindo os olhos ou respondendo):

1. Deixe-a na posição em que a encontrou. Não a mova, a não ser que esta se encontre em perigo;
2. Averigue o que se passou com a vítima e qual o seu estado;
3. Peça ajuda, se necessário;
4. Avalie o estado da vítima regularmente.

Se a vítima NÃO reage:

1. Grite por ajuda;
2. Vire-a de costas para baixo e abra-lhe as vias aéreas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Desobstrução da Via Aérea - Bebés e Crianças

A maioria dos casos de obstrução da via aérea em bebés e crianças ocorre durante a alimentação ou quando estas se encontram a brincar com objectos de pequenas dimensões.
Em caso de obstrução das vias aéreas devem ser adoptados primeiros socorros adequados a cada vítima, ou seja, os procedimentos a serem tomados no caso da vítima ser um bebé (menos de 1 ano de idade) são diferentes das técnicas executadas quando a vítima é uma criança (mais de 1 ano de idade até atingir a puberdade).

Em bebés:
  • Coloque a vítima em decúbito ventral com a cabeça mais baixa do que o resto do corpo, suportando a cabeça com uma mão e apoiando o tórax sobre o antebraço e/ou coxa.
  • Aplique 5 pancadas interescapulares (entre as omoplatas, com a mão em forma de concha), para remover o objecto;
  • Se não resultar, inicie 5 compressões torácicas, em vez das 5 compressões abdominais que se efectuam caso a vítima seja um adulto, com a finalidade de deslocar o objecto;
  • Continue a executar 5 pancadas interescapulares alternando com 5 compressões torácicas, até o objecto sair ou a vítima entrar em paragem respiratória.

Em crianças:

As técnicas utilizadas caso a vítima seja uma criança são semelhantes às efectuadas num adulto, variando apenas a força com que são aplicadas. Sendo assim:
  • Encoraje a criança a tossir;
  • Se a tosse for ineficaz, aplique 5 pancadas interescapulares;
  • Se continuar com obstrução, deve iniciar a Manobra de Heimlich (5 compressões abdominais);
  • Repita sucessivamente séries de 5 pancadas interescapulares e 5 compressões abdominais, até o objecto sair ou a criança entrar em paragem respiratória.

Nota: Para executar a Manobra de Heimlich em crianças por vezes é necessário que o socorrista se coloque de joelhos atrás da vítima ou que coloque a vítima sentada no seu colo. A força deve ser adequada ao tamanho da vítima.


Manobra de Heimlich


O que é a Manobra de Heimlich?


A manobra de Heimlich é uma técnica de emergência que consiste na realização de uma série de compressões a nível superior do abdómen, mais precisamente abaixo do esterno.


Quando é usada?

Esta manobra é usada em caso de asfixia ou sufocação, provocada por um pedaço de comida ou um corpo estranho entalado nas vias respiratórias, impedindo a vítima de respirar.

Situação em que deve ser utilizada:

Imaginemos que um grupo de amigos foi almoçar. Subitamente, um deles engasga-se! Tenta tossir, mas parece estar seriamente em apuros. Levanta-se e fica agitado e leva as mãos à garganta. Não consegue falar. Parece ter dificuldade em respirar. A pele muda de cor, ficando arroxeada, indicando, assim, a baixa oxigenação do sangue.

Quando algo bloqueia a passagem de ar, não há tempo suficiente para esperar pela chegada de um socorro médico. A pessoa mais próxima precisa de agir rapidamente!

O que fazer?








  • O socorrista deve actuar de imediato, aplicando 5 palmadas entre os ombros.
  • Se não surgir efeito deve aplicar a MANOBRA DE HEIMLICH!

Como efectuar a Manobra de Heimlich?

1. Coloque-se atrás da vítima com um pé ao lado e outro ligeiramente atrás da mesma e com os braços a envolver o abdómen da vítima;
2. Coloque a sua mão fechada, abaixo do esterno e ligeiramente acima do umbigo, com o polegar para dentro, contra o abdómen da vítima;
3. Agarre firmemente o punho com a outra mão;

4. Efectue
5 compressões abdominais, para dentro e para cim
a, de modo a aumentar a pressão torácica, que irá expulsar o objecto. Note que cada compressão deve ser suficientemente forte para deslocar a obstrução, mas não agressiva de forma a causar fractura;
5. Reavalie a vítima, verificando se ainda tosse ou se já respira, verificando se o corpo estranho saiu pela boca;

6. Se não obtiver êxito, repita a manobra de Heimlich, tantas vezes qu
anto as necessárias.

Se as funções respiratórias não forem restabelecidas dentro de 3 a 4 minutos, as actividades cerebrais cessarão totalmente, podendo levar à morte da vítima. O oxigénio é vital para o cérebro!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Curso de Suporte Básico de Vida (SBV)


Ontem, dia 7 de Maio, entre as 19h30 e as 23h30, frequentamos um curso de Suporte Básico de Vida (SBV), promovido pela Cruz Vermelha, leccionado pelo formador Fernando Fernandes Gonçalves.

O curso teve como introdução uma breve apresentação sobre:
  • O que são os primeiros socorros;
  • Princípios orientadores dos primeiros socorros;
  • Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).
De seguida, o formador explicou qual a sequência de avaliação e tratamento da vítima que deve ser adoptada de modo a estabelecer prioridades no acto de socorrer, sendo a vítima avaliada do aspecto considerado mais grave ao menos grave.

Sequência de abordagem e socorro:

1. Via aérea - obstrução da via aérea e estabilização cervical;
2. Ventilação pulmonar - renovação do ar alveolar;
3. Trabalho Cardíaco;
4. Alteração da consciência;
5. Exposição - primeiro local, depois total (ex: feridas, queimaduras, fracturas...).

Os objectivos deste curso são saber como:
  • abordar uma vítima;
  • executar correctamente compressões e ventilações.
Em relação à abordagem de uma vítima foi-nos apresentada uma sequência de procedimentos que devem ser seguidos sempre pela mesma ordem, são eles:

1. Avaliar as Condições de Segurança quer para o socorrista, quer para a vítima;
2. Avaliar o Estado de Consciência da vítima;
3. Se a vítima não responde, proceder ao Pedido de Ajuda;
4. Abrir a Via Aérea;
5. Avaliar a Ventilação da vítima;
6. Ligar 112;
7. Se a vítima não ventila normalmente, iniciar a Reanimação da mesma (alternar 30 compressões com 2 insuflações).

Após a transmissão dos conhecimentos teóricos, passámos à aprendizagem da parte prática do curso, tendo sido efectuadas as técnicas:
  • de desobstrução da via aérea em bebés, crianças e adultos, nomeadamente as pancadas interescapulares e a manobra de Heimlich;
  • e de reanimação cardio-pulmonar (RCP).
No caso da RCP foram simuladas várias situações em que deve ser efectuada, tendo sido testados os diferentes procedimentos que devem ser tomados em cada situação antes e durante a realização desta técnica.

No final do curso, todos os participantes foram sujeitos a uma avaliação prática para confirmar se todos os conceitos leccionados na formação tinham sido compreendidos e se os formandos estavam aptos a aplicá-los.

Quanto ao Certificado de Formação Profissional comprovativo da obtenção de aproveitamento na formação, fomos informados de que será emitido em Lisboa, demorando, por isso, algum tempo a chegar às nossas mãos.

Fazemos, então, um balanço positivo deste curso, considerando que foi uma mais valia não só para o nosso projecto, como para a nossa vida!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O nosso Simulacro nos Jornais

Depois do simulacro conversámos com dois jornalistas que tínhamos convidado para assistir a esta actividade, um do Correio do Minho, Miguel Viana, e outra do Diário do Minho, Carla Esteves.
Com base nas informações que lhes demos, redigiram um artigo para os jornais onde trabalham, explicando toda a ordem de trabalhos do simulacro bem como os meios mobilizados para esta actividade.
Os artigos também contêm a descrição do simulacro do grupo de socorrismo da turma B, uma vez que ocorreram os dois no mesmo dia.


retirado do jornal Correio do Minho de 25 de Abril de 2009


retirado do jornal Diário do Minho de 25 de Abril de 2009